aquele dia

 

O céu de um azul violento a fazia caminhar rápido e manter os olhos no chão. Os pensamentos eram depressivos porque a resolução do problema já era clara e não era boa. Ergueu os olhos e enxergou ele. Assim seus passos mudaram para lentos e a expressão para severa. Se aproximou e o cumprimentou com um aceno de cabeça.

 

- Para onde foi todo aquele amor que você falava tanto?

 

- Por favor, não vamos falar sobre isso.

 

- Eu estou fazendo uma pergunta.

 

- Dói mexer nisso.

 

Ela sentiu seu mundo desfalecer pensando em mil significados de porque doía mexer naquilo. Aquele era o fim aparentemente. Mas não podia ser o fim enquanto ela ainda pensasse nele. Ela chorou e nunca obteve uma resposta.

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